Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Determina-me

Tudo acontece por uma razão. Tudo o que se sucederá é determinado por nós no passado. Se assim é, teremos nós oportunidade de contrariar o futuro? Ou seremos apenas seres pré-programados pela natureza, sem possuirmos a capacidade de comandar a nossa vida? Se podesse determinava o nosso futuro, mas ainda não possuo certezas de que o possa fazer. Na verdade, deixo o tempo determiná-lo.

Ou melhor, deixo-te a ti.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Protege-o












"Existem milhares de grãos de areia espalhados por toda a praia e tu, tanto como eu, somos um deles. Por magia, encontramo-nos como poderíamos nunca nos ter encontrado. Agora, só quero que nunca nos desencontremos."

Todas as ruas são estranhas quando não estás. O tempo não é igual. O virar da esquina assusta-me, as estradas são monótomas e o barulho dos passos dos outros, comum. O mundo é grande e eu sou minúscula. Mas, apesar de tudo isso, o mais importante é que protejas aquilo que tens dentro de ti. Aquilo que ousa ser eterno. Está contigo, está em segurança. Só isso me interessa. Ao protegeres-o, de certa maneira também me proteges a mim, pois é tudo o que sou e o que não sou. O que quis ser e o que fracassei. Aconteça o que acontecer, poderás sempre tê-lo para ti. É o que eu sempre quis. É o que ambos construímos juntos. É o laço que nos une. É o nada que agora é tudo. É a magia que me enfeitiça. É os grãos de areia que um dia se encontraram por entre uma imensidade de outros. É o que agora está nas tuas mãos e que anseia lá permanecer.

Protege-o.
Nunca o abandones. Se isso acontecer, a chama apagar-se-à.


Protege-o, PROTEGE-ME!

domingo, 27 de setembro de 2009

Juntos ao luar


"Quando estavamos juntos, tínhamos o poder de manter o pião giratório a rodopiar, e daí, resultava beleza, magia, bem como uma sensação quase infantil de maravilha. Quando nos separávamos, o movimento começava inevitávelmente a abrandar. Tornávamo-nos hesitantes e instáveis, e eu sabia que tinha de descobrir uma maneira que nos impedisse de oscilar e cair."




E é assim, o amor, inevitávelmente inevitável. Mas o que vale a pena (entre outras coisas), é poder ficar a contemplar todas as tuas expressões, todos os teus gestos, todas as tuas palavras. Tal como as nossas 'maravilhásticas' noites, deitados sobre as estrelas cintilantes que um dia o céu nos proporcionou.

Eras tu, eu, e a noite de luar.
(Lembras-te?)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Hoje quero que assim seja


Hoje, vou render-me.

Vou entregar-me a ti e deixar o tempo passar. Despir-me de mim e deixar a minha pele entrar em contacto com a tua. Libertar-me de tudo o que me atormenta. Flutuar ao sabor das tuas palavras, fechar os olhos e mantê-los cerrados, como quem dorme há anos. Hoje, vou ficar contigo. Esquecer o que vem depois, o que somos os dois. Hoje, podemos partilhar os sonhos e fazer dele apenas um, o nosso sonho. Encarnar a nossa personagem favorita e juntos voar. Voar para além, desnorteados, pois hoje não precisarás da tua bússola mágica para me encontrares. Todos os segundos serão nossos, todos eles nos pertencerão para te poder amar ao pormenor. E porquê hoje? Porque sou uma eterna sonhadora e porque não existem dias D sem eu os criar: E eu quero criá-los, muito.

Então hoje, serei tua como tu meu.
Seremos o mundo e o que mais quisermos ser, porque hoje, hoje o dia é
nosso.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eu sei que tu ficarás





Cada vez que escrevo perguntas-me sempre de onde vêm as minhas palavras. A verdade, é que te dou sempre a mesma resposta, e acredita que é a mais correcta. Desta vez, digo-te que as minhas palavras vêm do coração, mas que nem chegam para mostrar o quanto gosto de ti.
Comigo, construíste algo sólido, algo indestrutível, e sabes porquê? Porque ambas acreditamos em amizades que perduram no tempo. Podia dizer-te que és a minha melhor amiga, mas continuaria a ser um vocábulo a inferiorizar os meus sentimentos. És muito mais do que isso, e tu melhor que ninguém o sabes.
És alguém que sempre presenciou as minhas quedas, mas ajudou-me a levantar dos buracos em que caía. Alguém que sempre viu as minhas feridas profundas, e que sempre as conseguiu curar (e Betadine não chegava!). Alguém que sempre, mas SEMPRE ficou a meu lado, apoiou e deu na cabeça (quando era necessário).
Obrigada por seres a maravilhosa ‘atrasada’ que alguma vez poderá existir.
Obrigada por conseguires fazer esboçar sorrisos e encontrar sempre a luz reluzente ao fim do túnel que eu muitas vezes não consigo.
Obrigada por acreditares em mim, e por tudo aquilo que eu não disse.

Quando tudo parecer distante e frio, vou-me lembrar de ti para ter forças e seguir o meu caminho.

ADORO-TE

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A grande companheira



Hoje decidi escrever sobre ti, porque já o merecias e porque és o animal mais bonito e fiel à face da terra.

Diz-se que o cão é o melhor amigo do homem, e eu aprovo de todo essa ideia.
Conheci-te através da melhor pessoa, e com ela aprendi a lidar contigo. Aprendi todos os teus costumes, todos os teus sinais, todos os teus truques, e o mais importante, aprendi a comunicar contigo. Aos poucos e poucos, foste criando laços comigo que se tornaram muito fortes à medida que o tempo foi passando. E por mais incrível que pareça, quando te ia visitar, soubeste sempre sorrir para mim, encher-me de pêlos e saltar-me para cima como quem diz 'Bem vinda a casa'. Estes gestos foram os melhores que recebi da tua parte. Não poderia estar mais contente com a amizade que construíste comigo, quando eu pensava que na primeira vez que me recebesses no teu espaço, me ladrasses e rosnasses, mostrando-me que ali não era o meu lugar. Mas nunca o fizeste, mesmo quando sabias que tudo estava mal, e que poderíamos ficar por ali.
Sempre me soubeste ouvir, sempre me soubeste compreender, tal como eu a ti. Por tudo isto e muito mais, sei que és a melhor companheira que alguma vez poderia ter conhecido. És diferente à tua maneira, e por o seres, ainda te admiro mais.

'Deixa-me tirar-te uma foto com ela, para me lembrar mais tarde que ainda a chegaste a conhecer'

Não importa o tempo que vás durar, importa é o tempo que viveste ao nosso lado e as pessoas a quem trouxeste felicidade. Eu, fui uma delas, e estou-te absolutamente grata por o teres feito e continuares a fazer.
Ainda te hei-de passear muitas vezes, e tu ainda me hás-de ensinar o caminho para tua casa por muito tempo. A melhor és tu, e tenho a sensação que sabes isso como ninguém.

Gostamos muito de ti, D.

(Ah, e não te preocupes, pois podes contar com as duas bolachas sempre que estivermos juntas!)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Um mundo chamado Wonderland

'Queria dizer-te que te vou amar para sempre. Não sei explicar o porquê da minha certeza, apenas o sinto, sei. Nunca conseguirei esquecer nada sobre nós, nenhum detalhe. Já não sei viver sem ti'

Podia agora mesmo ir a correr até tua casa, bater na janela do teu quarto e gritar o quanto te amo e o quanto me fazes feliz. Loucura? Talvez. Mas acredita que é uma das minhas vontades. Depois de me receberes de braços abertos e de me acariciares como sempre o fazes, deitar-me-ia na tua cama, junta a ti, e começava a pensar no nosso passado, nas memórias dos momentos que fizeram de nós aquilo que hoje somos, e aquilo que nos torna tão diferentes e especiais. Relembrávamo-nos daqueles momentos intensos de paixão, dos sorrisos e gargalhadas que juntos demos, das longas conversas sentados em bancos de diversos sítios, das vezes que dizias que me amavas e do quanto ambicionavas uma vida perfeita ao lado da pessoa que juraria amar-te para sempre. Cada detalhe, cada pormenor mais íntimo vinha ao de cima, mostrando-nos que nada estava esquecido, nem mesmo o primeiro olhar, apesar do passar dos anos. Às tantas, com tanto carinho, encontravas-me adormecida do teu colo, e como dizes “é uma das melhores imagens que me proporcionas, o teu dormir juntamente com o teu acordar”. Passaríamos uma noite perfeita, sonhando com o nosso amanhã e caindo nas memórias da nossa paixão.
Mais tarde, contar-te-ia o meu desejo: Queria muito que me levasses até muito longe, onde só tu sabes, e que ficasses lá comigo até o permitido. Queria que me levasses até ao paraíso onde a água do mar é límpida, onde as plantas e os animais falam, onde a maldade não alcança, onde o nosso castelo foi construído com todos os bocadinhos do nosso amor. Queria que me levasses até ao sítio onde o barulho da água a cair sobre os rochedos se faz ouvir, até onde o para sempre se faz sentir. Queria que me levasses ao lugar onde gravamos os nossos nomes nos pedregulhos, juntamente com a data do dia em que chegou a felicidade. Resumindo o maravilhoso mundo, queria que me levasses ao lugar onde pertencemos, até Wonderland.

"The smile on your face
lets me know that you need me
there's a truth in your eyes
saying you'll never leave me
the touch of your hand
says you'll catch me wherever I fall
"

segunda-feira, 13 de julho de 2009

O cúmplice perfeito


‘Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho’


Chama-se recomeçar ao simples facto de voltar a fazer algo novamente, como pela primeira vez. No meu caso, chama-se voltar a viver. O tempo não estava do meu lado. Quanto mais os ponteiros do relógio giravam em torno de si, mais saudades tuas sentia. Menti. Menti-me porque, antes de adormecer nas memórias da nossa paixão, prometia que nunca mais iria querer sentir o desejo de tocar na tua pele, que nunca mais iria querer beijar-te, acariciar-te. Quando acordava, tentava cumpri-las, apagar-te da minha memória, mas era demasiado impossível. A tua sombra perseguia-me, o teu cheiro tocava nos meus cabelos, a tua boca posicionava-se a apenas um centímetro da minha, fazendo então o desejo de te ter como meu aumentar. A minha consciência era demasiado dura comigo mesma. Levava-me a relembrar o que queria esquecer, em vez de atenuar esse pensamento mau. O meu coração rendia-se aos teus encantos, e lutava para vencer mais uma batalha, para nunca desistir. O meu telefone, sem nunca parar de tocar, criava dúvidas. Dúvidas essas que não queria ter agora. Do outro lado, chamavas por mim. O teu sofrimento gritava comigo, gritava de dor. As tuas lágrimas tornavam-se agora na nuvem em que pousara enquanto dormia. Foi nesse momento que tomei uma decisão: Ir ter contigo e esquecer o passado, começar de novo tudo aquilo que nos trouxe felicidade e conforto. Resultou. Resultámos maravilhosamente, criando a harmonia perfeita. Tornaste-te de novo no meu cúmplice. A metade do teu coração despedaçada, voltou a colar-se de novo. Não queria deixar-te cair, jamais. Queria então desaparecer contigo, e voar em direcção às estrelas, ao impossível que contigo se torna possível. Foi para onde partimos antes do sol nascer, e onde jurámos morar. Até agora, a bússola que me deste tem-me mostrado sempre o meu norte, tem-me mostrado sempre o meu caminho. Graças a ti, não te esqueças.

Quero ser tua, pelo menos por mais um dia, por mais um sonho.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Agora ou nunca


A vida é um caminho para chegar até morte.
A morte é apenas a eternidade onde todos caímos quando chegamos ao fim do nosso caminho.
Alguns encontram atalhos e chegam lá primeiro do que outros. Outros, são levados pelo vento até ao fim do seu percurso.

O caminho, somos nós que o delineamos, que o escolhemos, por assim dizer.


Não sou como um gato, que tem sete vidas. Sou uma humana que apenas tem direito a um caminho, e se não o percorrer devidamente, não terei chance alguma de voltar atrás para corrigir o incorrigível. Por este motivo é que sábios costumam dizer que devemos viver cada dia como se fosse o último, porque nenhum de nós sabe o comprimento do nosso caminho. Fui exposta a uma série de ramificações. Tinha de escolher uma. Tinha de escolher uma que continuaria a levar-me até à eternidade. Mas qual? Fui obrigada a confrontar-me com os meus medos e a explorá-los até ao fim. Fui forçada a escolher algo não planeado. Fui obrigada a crescer e a enfrentar mais uma maldade da vida, ou a pontapear um pedregulho que se encontrava sólido e firme, no meu caminho. Era doloroso acordar sem ti ao lado, sem receber os teus ‘bons dias’ matinais, os teus beijos maravilhosos que me davam força para começar mais um dia, para enfrentar uma batalha. O meu primeiro pensamento eras tu, seja ao deitar ou ao acordar. Queria esquecer o que fomos, o que sonhámos ser, o que pelos vistos continuamos a ser. Estava confusa. Só queria fugir para longe e agarrar-me a algo que não me pudesse dizer nada, onde o silêncio reinasse. Estava fraca, mas prometia a mim mesma que não ia chorar mais uma única vez. Tentei, e por momentos consegui, mas tinha de me enganar a mim mesma, de mentir. Acreditava que voltássemos a estar juntos, mas não num futuro próximo. Seria apenas um pensamento para atenuar uma lembrança dolorosa como a nossa despedida? Sorri como pediste, mas não verdadeiramente. Reparei que ainda usavas o meu elástico no teu pulso. Reparei que o teu coração ainda palpitava por mim através dos teus gestos corporais. Quando coloquei as minhas mãos sobre o teu corpo, continuei a senti-lo como meu. Serias ainda parte de mim? Dava tudo para te ter nos meus braços e de continuares a percorrer o mesmo caminho que eu. Já conheço o sentimento que se instala em mim quando partes. Não o quero conhecer mais, digo que basta. Quero-te a ti, e só a ti, como sempre quis. Consegui concluir que ainda me amas como no primeiro dia. Um sorriso esbocei quando essa certeza veio ao meu encontro.
Uma coisa é certa: Ninguém saberá nada sobre nós, dois apaixonados por uma vida eterna.

Queres saber um segredo?

Já não tenho medos.
AMO-TE!

domingo, 21 de junho de 2009

Viver ou sobreviver?


Um sorriso.
Simples gesto de se mostrar alegria e felicidade (Será mesmo?).


Talvez o mundo esteja mesmo coberto de pessoas perigosas, sem sentimentos, incapazes de pensar nos outros, pensando apenas no ser humano que são. Todos os dias acontecem factos que, de certo modo, nos chocam, nos magoam, nos entristecem. Fazem-nos olhar para o presente e futuro de uma maneira completamente diferente, demasiado triste e pouco optimista. Todos nós temos sonhos, temos algo nesta vida que sonhamos alcançar. Mas às vezes, surgem barreiras inesperadas que nos levam à fraqueza, que conduz à falta de esperança. Simplesmente poderíamos estar num sítio melhor, onde ninguém nos pudesse magoar, fazer mal. Toda a gente, mais tarde ou mais cedo, acaba por nos desiludir, por ferir os nossos corações, toda a gente. De alguma maneira seremos atingidos. Todos os dias sinto um medo estranho a atravessar-me o corpo. Tu, apenas tu, sabias definir o meu medo, porque o observavas em mim. Sempre soubeste quais eram as minhas fraquezas, como me atingir. Sempre o conseguiste fazer. Sempre tiveste coragem para o fazer. Pergunto-me se me amarias de verdade, pois não eras capaz de acabar com o medo que tinha. Sim, só tu o conhecias, e só tu o conseguias apagar da minha alma. Será que pensas em mim quando fazes o que não deves fazer? Será que consegues dormir depois de dizeres que me amas (se isso não for realmente verdade)? Quem me dera que alguma coisa sentisses. Alguma coisa concreta. Digo isto não por ti, não por nós, mas sim por mim. Porque é que quando me encontro perdida, não vens ter comigo e não acabas com a minha solidão? Sinceramente, considero-me ridícula. Se te fores embora para sempre, tens a certeza que nunca mais irás voltar? Se fores, prefiro que me impeças a entrada no teu mundo, não que a abras novamente, pois irei cair num eterno choro, sempre que voltares e partires de novo. Será que fui mesmo eu que te mudei? Se fui, sinto-me concretizada. Mas porque será que mudaste de novo? Terá alguém influenciado essa súbita mudança? Ou terá acabado o amor que sentias por alguém como eu? Tudo magoa, hás-de entender isso.

(Ainda existe alguém que pense que não estamos todos rodeados de gente que não se importa realmente connosco?)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Presente quebrado


Tenho uma imagem presa na minha memória ansiosa por ser libertada...

Escondida do mundo, isolada no meu espaço com as portas fechadas para as pessoas, para ti, dou por mim sentada no chão sufocando de mágoa e lágrimas. Ao longo dos dias, fui enlouquecendo chegando ao ponto de contar os dias que passava sem derramar uma única gota de água vinda do meu ser. De todo, não era este o meu sonho, a minha felicidade. Estavas ao meu lado (como dizias estar) mas, mesmo assim, algo não estava a fazer sentido. Mais uma vez, as respostas pareciam voar para longe. Mas de uma coisa eu tinha a certeza: Eu amava-te (e continuo a amar)

A última imagem que pude guardar no meu coração-baú foi maravilhosa. Estavas deitado a meu lado, e eu, encostada ao teu peito pude ouvir a tua respiração sussurando-me o medo que tinha. Pude também sentir como teu coração batia forte e lentamente. Parecias estar calmo, até mesmo tranquilo. Olhavas para mim com aquele olhar que só tu sabes fazer, aquele que me seduz e derrete por completo e sorrias-me devagarinho, como quem tem medo de o fazer. Talvez não fosse o melhor momento para o fazer, porque partiria em breve, e as saudades encontravam-se já preparadas para tomar conta dos nossos corações e mentes, mas sentia necessidade de te sussurar o medo que tinha e o quanto estava fascinantemente radiante por teres voltado. Mas porque teria medo de novo? Porquê? Porque estava insegura. Porque pressentia que nos iriamos separar de novo, ou pior, que o nosso amor ia dissipar-se. Não! Nãoooo, isso nãooo. Fizeste-me uma promessa, que aparentemente parecia ser duradoura e não temporária. Rodeaste-me sempre de pensamentos bons e momentos felizes e memoráveis. Foi com estes que sempre acreditei no para sempre. Foi com tudo e um pouco mais de ti que pude amar-te desta maneira que só eu conheço. Nunca a chegaste a conhecer este sentimento, pelo menos tão bem como eu, e se continuas sem o conhecer bem, então duvido que algum dia o consigas realmente conhecer. Naquele momento, quando mais precisava das tuas palavras confortantes, naquele quarto fizeram soar-se as palavras "Não tenhas medo. Eu quero-te e amo-te para sempre. Tenho muito medo que me deixes, e que esta seja a última vez que olho para ti desta forma. E se já não me amas? Mas eu mereço, e sinceramente sei que não te faço feliz. Mereces alguém melhor. Sabes que te vou amar para sempre, não sabes? Primeiro e último amor da minha vida..." Enquanto estas palavras tocavam no meu coração frágil, senti um espinho das rosas do teu quintal a atravessarem-me o peito. Palavras teriam esse efeito? Não, era algo mais forte. Algo inexplicável. Foste capaz de me tomar como tua e de me abraçares fortemente, no minuto a seguir. Eu, preplexa, pensando que fosse tudo um sonho com tempo limitado, adormeci deixando-me levar pelo eco do teu 'amo-te' na minha cabeça. Acordando, dei por ti noutro lugar. Não fiquei preocupada, pois sabia que onde quer que eu estivesse, estarias a olhar por mim.
Sem mais nem menos, sem porquês ou razões, continuo a amar-te perdidamente, como nunca deixei de amar.

Espero que nunca tenhas coragem de quebrar as promessas mais fortes que me fizeste.


terça-feira, 2 de junho de 2009

Silhuetas na escuridão


Continuo a sentir o teu calor no meu corpo...

Lembro-me como se fosse hoje do suor que vinha dos nossos corpos, após momentos inesquecíveis, rodeados de pureza e amor. Agarravas na minha mão e arrastavas-me para o nosso mundo, fechando a porta que nos separava de tudo o resto. Pedias-me para ser só tua, nem que fosse por um minuto. Suspiravas de desejo junto ao meu pescoço, e as minhas mãos iam percorrendo a tua perfeição descomunal. Os nossos corpos tendiam a colar-se tal era a atmosfera criada por nós. Éramos definidos pelas sombras que viamos no escuro, mas não precisávamos de manter os olhos abertos, pois podiamos sentir a beleza do nosso amor através do tacto e dos beijos sufocantes que me davas. Elevavas-me com o teu sorriso, e pousavas-me numa nuvem mais que confortável, onde me pudesses adormecer, acariciando-me a face, como só tu sabias (e continuas a saber) fazer. Quando despertava desse sonho magnífico que me proporcionavas, sentia então a felicidade que comigo alcançaste. Sentia-me em casa, junta à minha razão de viver, ao meu primeiro e último amor. Enquanto me olhavas nos olhos, e me prendias nos teus braços, dizias que me amavas e que irias ser meu para todo o nosso sempre e sempre mais. Nunca vou esquecer nenhuma palavra vinda dessa voz mais reluzente que as estrelas do meu céu. Não tencionava nunca sair do teu aconchego, pois sabia muito bem (e hoje sei ainda melhor) que me ia perder e desencontrar se não te sentisse em mim. A verdade... essa é dura de acreditar! Mas quero que saibas que guardo todos os nossos momentos comigo, e que adormeço a pensar neles e em ti. Não preciso de fotografias, basta-me recuar no tempo para me lembrar de cada detalhe mais íntimo da nossa paixão eterna.
Lembras-te quando tinha direito a pedir desejos, porque me caía uma pestana? Ermm, para teu azar (e minha sorte :P) o desejo calhava-me sempre a mim. Tu sabes o que eu mais desejava, o que eu pedia todos os dias da minha vida, sem ser preciso caírem-me pestanas. O meu desejo continua a ser o mesmo, nunca há-de mudar, e sabes porquê? Porque é o que eu mais ambiciono neste mundo.
Tenho esperança que um dia voltes, que me venhas abraçar de novo e que me possas restabelecer o sorriso que conseguiste fazer com que eu esboçasse à dois anos atrás. Hei-de voltar um dia a sussurar-te ao ouvido o quanto te amo, e o quanto te quero para sempre, mesmo que esse 'para sempre' nunca se chegue a concretizar. Quero-te muito, meu amor. Nunca te vou esquecer, NUNCA! Serei sempre tua, 'morzão'!

Se disser que te amo, acreditas em mim?
AMO-TE

(...) Os dias são todos iguais, os sorrisos desapareceram, as lembranças ficaram, o teu cheiro permaneceu, o meu amor por ti aumentou. Mas... a felicidade, NÃO EXISTE!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Desabafos por tanto


Ando tão perdida…
Só queria que as respostas viessem ter comigo, em vez de eu andar louca à procura delas.


Porquê?
Porque é que tudo tem de ser tão complicado? Porque é que não podemos ser todos felizes sem preocupações ou sem pesos na alma? Eu AMO-TE, mas não está a ser fácil alcançar o para sempre. Será que ele existe mesmo? Será que não são apenas palavras soltas que se dizem por loucura, por medo de perder alguém? Ou será que são apenas falsas esperanças de um futuro e presente melhores? Juro-te que por ti, ia até ao fim do mundo. Juro-te que por ti cometia erros tontos, sem pensar no amanhã. Queria tanto ter-te comigo agora. Sussurar-te ao ouvido que te amo como ninguém e que nunca te quero perder por nada, nem por ninguém. Mas não posso, porque foste embora! Porque abdicaste de tudo. Porque não quiseste continuar com a nossa paixão. Será que nunca fui suficientemente alguém para ti? Ou será que foste tu que nunca soubeste ser o que esperei? De facto, alguma destas questões tem de fazer sentido, senão estávamos juntos. Tenho de confessar que adorava quando nos zangávamos e no momento a seguir fazíamos as pazes, porque nunca pensámos que podesse existir um fim. Porquê? Se eu disser que só tu me fazes sorrir daquele jeito, acreditas? O teu silêncio estes últimos dias disse-me muito. Disse-me que preferiste ser a sombra, o espaço vazio do meu coração. É verdade? Não sei se quero saber a resposta a estas perguntas. Talvez porque tenha medo de me magoar de novo, como fizeste. Sempre segui os teus passos, e agora perdi o contacto com o chão que pisas. Porquê? Mas eu amo-te, amo-te como jamais amei alguém.

Porquê?