Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Hurt


Vou enterrar todas as memórias num baú e lançá-lo ao mar. Permanecerá para sempre lá. Pode ser que assim a dor desapareça também. Vai existir sempre alguém que leva consigo um bocado de nós, um parte do nosso corpo, da nossa alma. Deixamo-nos levar como as ondas se deixam levar pelo vento. Existem forças que são capazes de mover mundos, capazes de virar uma vida ao contrário. Há quem chore, há quem sorria. Há quem consiga caminhar ao lado de alguém com um breve sorriso, misterioso e terno, que transmita o amor e orgulho de quem o acompanha. Há quem simplesmente não consiga olhar para nada, nem sair de um espaço com quatro paredes, com medo de quem lhe possa ferir o coração.


Há quem goste de magoar. Há quem goste de fugir. Há quem goste de esconder. Há quem consiga guardar para si os desejos e os sonhos. Há quem consiga apaixonar-se vezes sem conta. Há quem consiga respeitar, esperar, esquecer, partilhar, sentir, aproveitar, recordar.


Há quem (não) consiga AMAR!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Insuficiências

Um dias, dois dias, três dias:

É o tempo a contar, é o mundo a mudar.


Doi. Doi lentamente e ninguém sabe como.


Dou por mim a pensar em algo que não deveria, mesmo quando supostamente acordada eu não estaria.


Quem sabe como é o amanhã?


Já não existem mais sinais.


É a obra do destino e não há como fugir.


Há um espaço vazio no meu coração que cresce até mais não.


Existem várias formas de atenuarem o crescente, mas não são o suficiente.


Dava tudo para voltar atrás e fazer parágrafos, inventar, construir, aldrabar uma nova história: um novo começo.


Um sorriso vais esboçar quando vires que tens novamente o mundo a teus pés.


É esse o meu desejo!


Por favor fica... mas vai. Ou então não vás.


Vem prender-te a mim e jurar que o amanhã é nosso.


Vem soltar os teus beijos, esconder as tuas falhas, colar o teu corpo ao meu, entregando-te a mim sem qualquer pudor, ressentimento ou insegurança.


Vem cometer erros, fazer loucuras, criar novas memórias.


Vem fazê-lo comigo, porque uma vida inteira não é suficiente para amar.


Vem agora, para sempre *


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Encontrei isto e gostei *

"As recordações são coisas absurdas. Algumas são vagas, outras cristalinas, outras ainda demasiado dolorosas para as lembrarmos e outras, então, deixam-nos tanta dor que não conseguimos esquecê-las."

2011



Considero tanto isto verdade que me imaginei a mim mesmo a citar esta frase ♥

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A million miles away

À medida que os segundos vão decorrendo, a distância entre nós aumenta... e aumenta... e aumenta.


Estás tão longe que eu já nem te consigo sentir. Não consigo encontrar o teu cheiro, não consigo ouvir o barulho dos teus passos no meu chão flutuante, não consigo sentir a tua mão da minha. Pergunto-me se isto será para sempre assim. Se a cada dia que passa, mais um bocado teu desvanesce. O futuro assusta-me, não sei o que pensar dele. Sempre planeei o amanhã e talvez esse fosse o meu maior erro. O amanhã é tão indefinido que já não consigo planeá-lo mais. A vida tem-me privado de sensações que eu considerava eternas e duradouras, sensações que eu jamais queria perder. E, em parte, isso é a chama da minha vida, do meu ser.


Já estou farta de atribuir culpas. Talvez ela nem exista. Talvez o problema não seja esse. Ou talvez seja.


Tenho saudades tuas! E se tivesse apenas mais um minuto contigo a única coisa que te diria era para me encontrares no teu coração.

(Sim, hoje estou a vacilar. Mas é só hoje, prometo)