A vida é um caminho para chegar até morte.
A morte é apenas a eternidade onde todos caímos quando chegamos ao fim do nosso caminho.
Alguns encontram atalhos e chegam lá primeiro do que outros. Outros, são levados pelo vento até ao fim do seu percurso.
O caminho, somos nós que o delineamos, que o escolhemos, por assim dizer.
Não sou como um gato, que tem sete vidas. Sou uma humana que apenas tem direito a um caminho, e se não o percorrer devidamente, não terei chance alguma de voltar atrás para corrigir o incorrigível. Por este motivo é que sábios costumam dizer que devemos viver cada dia como se fosse o último, porque nenhum de nós sabe o comprimento do nosso caminho. Fui exposta a uma série de ramificações. Tinha de escolher uma. Tinha de escolher uma que continuaria a levar-me até à eternidade. Mas qual? Fui obrigada a confrontar-me com os meus medos e a explorá-los até ao fim. Fui forçada a escolher algo não planeado. Fui obrigada a crescer e a enfrentar mais uma maldade da vida, ou a pontapear um pedregulho que se encontrava sólido e firme, no meu caminho. Era doloroso acordar sem ti ao lado, sem receber os teus ‘bons dias’ matinais, os teus beijos maravilhosos que me davam força para começar mais um dia, para enfrentar uma batalha. O meu primeiro pensamento eras tu, seja ao deitar ou ao acordar. Queria esquecer o que fomos, o que sonhámos ser, o que pelos vistos continuamos a ser. Estava confusa. Só queria fugir para longe e agarrar-me a algo que não me pudesse dizer nada, onde o silêncio reinasse. Estava fraca, mas prometia a mim mesma que não ia chorar mais uma única vez. Tentei, e por momentos consegui, mas tinha de me enganar a mim mesma, de mentir. Acreditava que voltássemos a estar juntos, mas não num futuro próximo. Seria apenas um pensamento para atenuar uma lembrança dolorosa como a nossa despedida? Sorri como pediste, mas não verdadeiramente. Reparei que ainda usavas o meu elástico no teu pulso. Reparei que o teu coração ainda palpitava por mim através dos teus gestos corporais. Quando coloquei as minhas mãos sobre o teu corpo, continuei a senti-lo como meu. Serias ainda parte de mim? Dava tudo para te ter nos meus braços e de continuares a percorrer o mesmo caminho que eu. Já conheço o sentimento que se instala em mim quando partes. Não o quero conhecer mais, digo que basta. Quero-te a ti, e só a ti, como sempre quis. Consegui concluir que ainda me amas como no primeiro dia. Um sorriso esbocei quando essa certeza veio ao meu encontro.
Uma coisa é certa: Ninguém saberá nada sobre nós, dois apaixonados por uma vida eterna.
Queres saber um segredo?
Já não tenho medos.
AMO-TE!
A morte é apenas a eternidade onde todos caímos quando chegamos ao fim do nosso caminho.
Alguns encontram atalhos e chegam lá primeiro do que outros. Outros, são levados pelo vento até ao fim do seu percurso.
O caminho, somos nós que o delineamos, que o escolhemos, por assim dizer.
Não sou como um gato, que tem sete vidas. Sou uma humana que apenas tem direito a um caminho, e se não o percorrer devidamente, não terei chance alguma de voltar atrás para corrigir o incorrigível. Por este motivo é que sábios costumam dizer que devemos viver cada dia como se fosse o último, porque nenhum de nós sabe o comprimento do nosso caminho. Fui exposta a uma série de ramificações. Tinha de escolher uma. Tinha de escolher uma que continuaria a levar-me até à eternidade. Mas qual? Fui obrigada a confrontar-me com os meus medos e a explorá-los até ao fim. Fui forçada a escolher algo não planeado. Fui obrigada a crescer e a enfrentar mais uma maldade da vida, ou a pontapear um pedregulho que se encontrava sólido e firme, no meu caminho. Era doloroso acordar sem ti ao lado, sem receber os teus ‘bons dias’ matinais, os teus beijos maravilhosos que me davam força para começar mais um dia, para enfrentar uma batalha. O meu primeiro pensamento eras tu, seja ao deitar ou ao acordar. Queria esquecer o que fomos, o que sonhámos ser, o que pelos vistos continuamos a ser. Estava confusa. Só queria fugir para longe e agarrar-me a algo que não me pudesse dizer nada, onde o silêncio reinasse. Estava fraca, mas prometia a mim mesma que não ia chorar mais uma única vez. Tentei, e por momentos consegui, mas tinha de me enganar a mim mesma, de mentir. Acreditava que voltássemos a estar juntos, mas não num futuro próximo. Seria apenas um pensamento para atenuar uma lembrança dolorosa como a nossa despedida? Sorri como pediste, mas não verdadeiramente. Reparei que ainda usavas o meu elástico no teu pulso. Reparei que o teu coração ainda palpitava por mim através dos teus gestos corporais. Quando coloquei as minhas mãos sobre o teu corpo, continuei a senti-lo como meu. Serias ainda parte de mim? Dava tudo para te ter nos meus braços e de continuares a percorrer o mesmo caminho que eu. Já conheço o sentimento que se instala em mim quando partes. Não o quero conhecer mais, digo que basta. Quero-te a ti, e só a ti, como sempre quis. Consegui concluir que ainda me amas como no primeiro dia. Um sorriso esbocei quando essa certeza veio ao meu encontro.
Uma coisa é certa: Ninguém saberá nada sobre nós, dois apaixonados por uma vida eterna.
Já não tenho medos.
AMO-TE!