Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Desabafos por tanto


Ando tão perdida…
Só queria que as respostas viessem ter comigo, em vez de eu andar louca à procura delas.


Porquê?
Porque é que tudo tem de ser tão complicado? Porque é que não podemos ser todos felizes sem preocupações ou sem pesos na alma? Eu AMO-TE, mas não está a ser fácil alcançar o para sempre. Será que ele existe mesmo? Será que não são apenas palavras soltas que se dizem por loucura, por medo de perder alguém? Ou será que são apenas falsas esperanças de um futuro e presente melhores? Juro-te que por ti, ia até ao fim do mundo. Juro-te que por ti cometia erros tontos, sem pensar no amanhã. Queria tanto ter-te comigo agora. Sussurar-te ao ouvido que te amo como ninguém e que nunca te quero perder por nada, nem por ninguém. Mas não posso, porque foste embora! Porque abdicaste de tudo. Porque não quiseste continuar com a nossa paixão. Será que nunca fui suficientemente alguém para ti? Ou será que foste tu que nunca soubeste ser o que esperei? De facto, alguma destas questões tem de fazer sentido, senão estávamos juntos. Tenho de confessar que adorava quando nos zangávamos e no momento a seguir fazíamos as pazes, porque nunca pensámos que podesse existir um fim. Porquê? Se eu disser que só tu me fazes sorrir daquele jeito, acreditas? O teu silêncio estes últimos dias disse-me muito. Disse-me que preferiste ser a sombra, o espaço vazio do meu coração. É verdade? Não sei se quero saber a resposta a estas perguntas. Talvez porque tenha medo de me magoar de novo, como fizeste. Sempre segui os teus passos, e agora perdi o contacto com o chão que pisas. Porquê? Mas eu amo-te, amo-te como jamais amei alguém.

Porquê?