Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Completa(-me)

Hoje tive um sonho...
... se tu soubesses!


Hoje sonhei que estavamos juntos. Estavamos felizes, livres, soltos, completamente despreocupados. Voavamos como se fossemos pássaros, sem rumo, sem direcção. Só existias tu e eu, e não era preciso mais nada. Tínhamos feito tudo aquilo que sempre sonhámos, pois não existia tempo, nem nada acabava, nada nos separava. Talvez fosse a Eternidade, não sei. Mas era real. Tão real que quando acordei continuava a ouvir as tuas palavras a ecoarem dentro da minha cabeça:

"És a única coisa que quero!"

Não precisava de dizer nada, tu sabias tudo. Sabias o que fazer, o que dizer no momento certo, como me mostrar aquilo que sentias e a felicidade que te enchia e dominava por completo. E tinhas-me a mim, debaixo do teu ombro, a olhar para ti, orgulhosa do tudo que éramos. Os meus olhos brilhavam... e o teu sorriso, deixa-me dizer-te que era maravilhoso. E sabes, o mais importante de tudo foi sentir que me amavas, com todo o teu corpo, com toda a tua alma, com todo o teu coração. Amavas-me por completo, com defeitos e imperfeições, com rugas do tempo, com menos força nas pernas para caminhar, com menos tudo.

Foi um sonho, certo? Não passa disso. Mas senti-me preenchida como já à muito não me sentia. Levava uma vida feliz e completa, se pudesses vir todas as noites ter comigo aos sonhos. Mas tudo o que vem, também vai. E a vida são dois dias.


O tempo passa a correr, tal como os sonhos!

terça-feira, 22 de março de 2011

Sometimes...

Às vezes somos obrigados a desistir dos nossos sonhos, sem podermos ter qualquer controlo. Nem sempre depende de nós. Por vezes há uma força superior que comanda todo e qualquer sonho, possuindo em mãos a capacidade de acabar com eles ou dar-lhes asas. Eu só pedia mais um oportunidade para mudar o meu destino mas, pelos vistos, tornou-se impossível. Tenho medo de dizer em voz alta, porque parece ainda mais real.

E esta realidade é tudo o que eu menos quero.



(Se perguntarem como foi, eu digo que doeu terrivelmente, como se me tivessem queimado a alma. E ainda assim, eu que pensava que o (nosso) amor era a maior força da Natureza...)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Refúgio do tempo

Há dias em que o mundo parece não fazer sentido nenhum. Ultimamente os meus dias têm sido assim: iguais, indiferentes, monótomos. Uma rotina que tenciono quebrar.
Vejo o tempo a passar e sinto que me falta algo que me pertence, que me completa, que me transporta para um mundo melhor. Não sei onde anda, mas anseio por descobrir. Sem isso, não me considero inteiramente feliz. E é a felicidade que todos andamos à procura nesta vida.
Até lá, refugio-me, como é o que sei fazer melhor. O amanhã é uma incógnita, e não consigo fazer promessas que não possuo certezas de cumprir. Só sei que quero que as coisas mudem e me tornem numa pessoa melhor, como eu sei que ainda posso ser.
QUERO-TE!
(nem que seja por uma noite)


segunda-feira, 14 de março de 2011



Agora que tenho o que quero, porque é que não estou feliz? No fundo, eu sei a resposta. Tu é que não.


E talvez o problema seja mesmo esse.


(Já não sei nada...)