Sinto um vazio dentro de mim que me corrói, que lentamente me consome, atravessando o meu coração, deixando-me quase sem respiração. Há coisas na vida que não se explicam, ou melhor, cuja explicação está inacessível ao comum mortal. Há respostas que nunca vou obter, mas as perguntas vão continuar a surgir e, apesar de ser inútil interrogar-me acerca de tais coisas, vou continuar a fazê-lo, consciente ou inconscientemente.
O tempo é escasso e cada vez tenho mais noção disso. Sinto-o a passar por mim, como o vento que passa e abana as folhas das árvores. Nunca sabemos o que vem amanhã, mas continuamos a fazer planos como se fossemos eternos e como se futuro adquirisse maior importância do que o presente. Eu estou aqui, a escrever, mas anseio sair, libertar-me, ser maior.
O tempo é escasso e cada vez tenho mais noção disso. Sinto-o a passar por mim, como o vento que passa e abana as folhas das árvores. Nunca sabemos o que vem amanhã, mas continuamos a fazer planos como se fossemos eternos e como se futuro adquirisse maior importância do que o presente. Eu estou aqui, a escrever, mas anseio sair, libertar-me, ser maior.
Vejo muita gente à minha volta, pedindo silenciosamente ajuda, pensando em algo que não têm ou em alguém que já partiu. O mais estranho é que quando olho ao espelho também me vejo a mim, à procura de qualquer coisa que sinto que não tenho e que, talvez, já não me pertença. Gostava de voltar a viver sem medo do amanhã, de me deitar na cama e só pensar no quão bom é esticar-me sobre os meus lençóis frescos, que abafam o calor.
O presente muda-nos, eu que o diga. Só quero tornar os meus dias os melhores de sempre, aproveitá-los sem pensar no que poderia ou não ter feito, apenas saboreando o que tenho em mãos. Será possível? Será possível olhar para as coisas e não desejar ter mais? Ou será que tenho de te ter sempre em primeiro lugar, como se fosses a coisa mais importante e mais bonita do mundo?
O presente muda-nos, eu que o diga. Só quero tornar os meus dias os melhores de sempre, aproveitá-los sem pensar no que poderia ou não ter feito, apenas saboreando o que tenho em mãos. Será possível? Será possível olhar para as coisas e não desejar ter mais? Ou será que tenho de te ter sempre em primeiro lugar, como se fosses a coisa mais importante e mais bonita do mundo?
