Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

terça-feira, 10 de julho de 2012

Afinal, tenho medo do escuro

   Há sentimentos que nos acompanham pela vida fora, que nem o tempo nem os outros conseguem abalar. Quando pensamos que a vida nos corre bem, surge um pedregulho em fronte de nós, disposto a desafiar-nos em todas as medidas. É nesses momentos que nos transcendemos, que todas as nossas forças emergem e demonstram a pessoa que somos e que, muitas vezes, desconhecemos. A nossa identidade vai-se construindo e vamos-nos descobrindo através do modo como ousamos superar as barreiras, como exploramos as nossas forças, garra e vivacidade. 
   Mas é difícil
   Parte de nós enfraquece cada vez que nos trespassam o coração, como se de uma dor física se tratasse, que nos corrói lentamente. Dói e, embora o tempo não deixe o relógio parar, continua a doer, muitas vezes, inconscientemente. 
   Uma dor nunca se define por meras palavras. Uma dor revela-se em nós a qualquer momento, em qualquer gesto e traço da nossa personalidade. Esta é mais uma dor que marcará o meu percurso até às estrelas, é mais um marco da minha história. 
   E é por isso que hoje escrevo, na ânsia de tornar a minha dor num momento passado da minha vida. Numa dor que me diz quem sou e o que faço aqui.