Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A million miles away

À medida que os segundos vão decorrendo, a distância entre nós aumenta... e aumenta... e aumenta.


Estás tão longe que eu já nem te consigo sentir. Não consigo encontrar o teu cheiro, não consigo ouvir o barulho dos teus passos no meu chão flutuante, não consigo sentir a tua mão da minha. Pergunto-me se isto será para sempre assim. Se a cada dia que passa, mais um bocado teu desvanesce. O futuro assusta-me, não sei o que pensar dele. Sempre planeei o amanhã e talvez esse fosse o meu maior erro. O amanhã é tão indefinido que já não consigo planeá-lo mais. A vida tem-me privado de sensações que eu considerava eternas e duradouras, sensações que eu jamais queria perder. E, em parte, isso é a chama da minha vida, do meu ser.


Já estou farta de atribuir culpas. Talvez ela nem exista. Talvez o problema não seja esse. Ou talvez seja.


Tenho saudades tuas! E se tivesse apenas mais um minuto contigo a única coisa que te diria era para me encontrares no teu coração.

(Sim, hoje estou a vacilar. Mas é só hoje, prometo)