Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Insuficiências

Um dias, dois dias, três dias:

É o tempo a contar, é o mundo a mudar.


Doi. Doi lentamente e ninguém sabe como.


Dou por mim a pensar em algo que não deveria, mesmo quando supostamente acordada eu não estaria.


Quem sabe como é o amanhã?


Já não existem mais sinais.


É a obra do destino e não há como fugir.


Há um espaço vazio no meu coração que cresce até mais não.


Existem várias formas de atenuarem o crescente, mas não são o suficiente.


Dava tudo para voltar atrás e fazer parágrafos, inventar, construir, aldrabar uma nova história: um novo começo.


Um sorriso vais esboçar quando vires que tens novamente o mundo a teus pés.


É esse o meu desejo!


Por favor fica... mas vai. Ou então não vás.


Vem prender-te a mim e jurar que o amanhã é nosso.


Vem soltar os teus beijos, esconder as tuas falhas, colar o teu corpo ao meu, entregando-te a mim sem qualquer pudor, ressentimento ou insegurança.


Vem cometer erros, fazer loucuras, criar novas memórias.


Vem fazê-lo comigo, porque uma vida inteira não é suficiente para amar.


Vem agora, para sempre *