Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

TENHO MEDO

Tenho medo das mais pequenas coisas que possas imaginar. Tenho medo das coisas simples que antes pareciam fazer sentido. Sinto medo ao caminhar, ao olhar para o lado. Sinto medo de acordar, de ouvir o som da campanhia, ao sentir o telefone a vibrar ou até de uma mensagem a chegar. Tenho medo do que sinto ou do que não sinto. Tenho medo do som da tua voz, das tuas palavras, do teu cheiro. Tenho medo das saudades. Das saudades e de tudo o que deixei (ou deixámos) para trás: dos beijos, dos abraços, dos sorrisos, das sestas ao lado um do outro, das brincadeiras, da tua mão na minha, dos teus olhos nos meus, da tua presença a toda a hora, dos encontros, dos pequenos textos, do nada que se tornou tudo e da vida a dois que parecia ser eterna.
E tudo porque nós nos abandonámos, porque o "adeus" caiu nos nossos colos e o som do nosso amor deixou de se ouvir.
(E eu? Onde ando eu no meio disto tudo? Serei assim tão transparente, tão indiferente? Ou pensas que já não tenho coração?)
Tenho medo, demasiado medo.


Mas o maior de todos, é o de amanhã ter de virar a página e tu já não te encontrares no capítulo seguinte.


(Ninguém compreende, ninguém consegue. Nem mesmo tu)