Para mais tarde recordar o que o tempo não levou...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Como se não houvesse amanhã

Beija-me. Beija-me com uma delicadeza nunca experimentada. Beija-me, imaginando que fosse a última vez que o poderias fazer. Imaginando que as nossas mãos iriam deixar de se tocar, o vento de soprar, e os nossos corações de palpitar. Imaginando que a partir dali só irias ver nublado e que nada te iria iluminar o caminho, onde os teus passos deixariam de ficar registados porque a nossa história deixou de existir. E assim, não verias mais nada, pois não haverá nada para além disso.
Por isso, beija-me. Beija-me hoje, beija-me agora. Beija-me dessa maneira que eu tanto anseio e que faz o meu sangue ferver e o meu corpo estremecer.

ESTOU À TUA ESPERA!
(porque ainda está tudo muito líquido e não tende em ficar sólido)